Sejam bem vindos ao blog da Fonoaudióloga Daniella Caropreso


Quero fazer deste espaço um lugar para trocarmos experiências, tirarmos dúvidas e fazer a comunicação chegar em locais jamais existidos.
Como fonoaudióloga esta é a minha intenção, fazer o conhecimento circular e antingir o maior número de pessoas possível.
Conto com voçês!!!

Entrem e deixem seus recados.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia Internacional da Gagueira - 22 de outubro


Dia Internacional de Atenção à Gagueira - 22 de outubro

Gagueira não tem graça. Tem tratamento.



AO PROFESSOR:

Você já deve ter tido em sua sala de aula um aluno que gagueja. Afinal, dados de pesquisas informam que 4% das crianças gaguejam em algum momento, sendo que 1% desenvolve gagueira crônica. Assim, no Brasil, há quase 10 milhões de crianças que já gaguejaram e quase 2 milhões com gagueira crônica.

Caso você já tenha alguns anos de magistério e lhe pareça que nenhum de seus alunos gaguejava, pense naqueles que nunca queriam ler para a classe, nem responder questões, que demoravam para dizer "presente" durante as chamadas (ou que respondiam com um "sim", com um "aqui", ou com algum som indefinido), que diziam "não sei" sem tentar responder às perguntas formuladas. Alguns deles provavelmente gaguejavam, e seus comportamentos eram uma tentativa de evitar demonstrar a gagueira e não timidez.

Cientes da importância ímpar que o professor tem e da sua capacidade de divulgar não apenas idéias, mas principalmente modos de conduta, o consideramos uma pessoa essencial na tarefa de modificar a falta de conhecimento e o preconceito que envolve a gagueira e as pessoas que gaguejam.

O que fazer quando uma pessoa está gaguejando?

Ouvir! Escutar o que ela está dizendo e não se fixar tanto no modo como ela está falando. Dar a ela o tempo que ela necessita para se comunicar. Evite completar as palavras por ela, mantenha-se tranquilo e receptivo, demonstre sua atenção com pequenas colocações que denotem o seu entendimento. De preferência, fale um pouco mais devagar e aguarde a pessoa terminar sua fala antes de iniciar a sua, (como geralmente fazemos nas conversações).

A atitude madura e acolhedora do professor é o primeiro passo. É preciso conhecer e respeitar as dificuldades específicas do aluno, sem por isto lhe dar um tratamento que o coloque em uma posição de destaque negativo ou que o faça se sentir incapacitado.

Se perceber que existe aceitabilidade, procure dizer a este seu aluno, em uma conversa particular, que você percebe que ele tem alguma dificuldade para falar em alguns momentos, e que você gostaria de ajudá-lo do modo que for melhor para ele.

Quando parte da classe rejeita ou menospreza o aluno que gagueja, a atuação adequada do professor já é um ótimo modelo, mas se ele estiver sendo alvo de desrespeito dos demais alunos, apresente uma aula geral sobre as diferenças individuais e enfatize o necessário respeito a elas. Se um aluno em especial se destaca no papel de desrespeito ao aluno que gagueja, converse com ele em particular. Diga a ele o que está percebendo e peça sua colaboração para ajudar a facilitar o convívio do aluno que gagueja.

Quanto mais cedo for realizado o encaminhamento para um fonoaudiólogo especializado em gagueira, maiores serão as possibilidades de recuperação. Mas, se este encaminhamento não ocorreu em tempo, sempre há o que fazer: o adolescente e o adulto também têm grandes ganhos com a terapia. Mesmo que as pessoas não atinjam uma fluência ampla, sua comunicação pode ser muito aprimorada permitindo que tenham uma vida plena e satisfatória.

www.gagueira.org.br

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ELA - Esclerose Lateral Amiotrófica

O que é ELA?

O primeiro passo para você conhecer melhor a esclerose lateral amiotrófica, e principalmente entender seus mecanismos e forma de atuação, é saber o que significa. E não esqueça: a qualidade de informação é a principal ferramenta para se conviver com esse tipo de doença.

O que significa ELA?
ELA é a abreviatura de Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença cujo significado vem contido no próprio nome:

Esclerose significa endurecimento e cicatrização.
Lateral refere-se ao endurecimento da porção lateral da medula espinhal.
E amiotrófica é a fraqueza que resulta na atrofia do músculo. Ou seja, o volume real do tecido muscular diminui.
Dessa forma, Esclerose Lateral Amiotrófica significa fraqueza muscular secundária por comprometimento dos neurônios motores.

Qual a característica principal da esclerose lateral amiotrófica?
A degeneração progressiva dos neurônios motores no cérebro (neurônios motores superiores) e na medula espinhal (neurônios motores inferiores), ou seja, estes neurônios perdem sua capacidade de funcionar adequadamente (transmitir os impulsos nervosos).

O que são neurônios motores?
Primeiro, é importante saber que neurônio é uma célula nervosa especializada, diferente das outras células do corpo humano porque apresenta extensões q ue realizam funções especiais. No caso dos neurônios motores, eles são responsáveis pelos movimentos de contração e relaxamento muscular.

O que essa degeneração provoca?
Quando os neurônios motores não podem mais enviar impulsos para os músculos, começa a ocorrer uma atrofia muscular, seguida de fraqueza muscular crescente. No caso da ELA, compromete o 1º neurônio superior e o 2º neurônio inferior.

Quais são as partes do corpo que a doença não afeta?
O raciocínio intelectual, a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato. Na maioria dos casos, a esclerose lateral amiotrófica não afeta as funções sexual, intestinal e vesical.

Quem tem mais probabilidade de desenvolver ELA?
Segundo pesquisas, a ELA se desenvolve mais em homens do que em mulheres, mais em brancos do que em negros, e geralmente está associada à faixa etária acima de 60 anos.

Como o paciente com ELA costuma reagir em relação ao seu dia-a-dia?
Geralmente, os pacientes com ELA se cercam de pessoas ligadas à vida, raramente ficam deprimidos, são pessoas especiais e apaixonantes, buscam esclarecimento e novas possibilidades de tratamento para a doença, e principalmente lutam constantemente pela dignidade de vida.

Última atualização: 29/09/2008
Fonte:www.tudosobreela.com.br

sábado, 22 de agosto de 2009

O Método Mãe Canguru

O Método Mãe Canguru


O Método Mãe Canguru, idealizado em 1979 na Colômbia, foi adotado há 10 anos como Política do Ministério da Saúde (MS) - “Atenção Humanizada ao Recém nascido Prematuro e Baixo Peso”. Neste ano, o Método está incluído entre uma série de estratégias para redução da mortalidade infantil, e para a sua revitalização, estão previstas capacitações em diferentes regiões do país, coordenadas pela Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, ligado a Secretaria de Assistência à Saúde (SAS) do MS.

Fonoaudiólogo acompanhe as ações em seu município:

http://www.30anosdemae-canguru.com/

Veja Também o documento “Uma Declaração Universal de direitos para o Bebê Prematuro”, de autoria do pediatra Dr. Luís Alberto Mussa Tavares.

http://www.nascerprematuro.org/index.php?option=com%20content&task=view&id=87&Itemid=60


Fonte: CRFa 2 Regiao www.fonosp.org.br

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Viver a vida sem perder o sabor é envelhecer com saúde

Se você perceber que uma pessoa apresenta dificuldade ao engolir , sensação de algo parado na garganta, tosses ou engasgos freqüentes causados por alimentos ou pela saliva, notar cansaço, febre, rouquidão ou restos de comida na boca após a alimentação, cuidado!
Você pode estar diante de uma DISFAGIA !

O nome pode ser estranho, mas o problema é mais comum do que você imagina.
INFORME-SE!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Gagueira e Ansiedade

Estudo desmistifica crença de que ansiedade é a causa da gagueira infantil

Uma pesquisa da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, está desafiando a antiga noção de que a gagueira em crianças estaria ligada à ansiedade.
Bianca Phaal (foto à direita), mestranda do Departamento de Distúrbios da Comunicação da Universidade, acabou de concluir um estudo que investigou os níveis de ansiedade em um grupo de crianças de 3 e 4 anos de idade que estavam na fase inicial de manifestação do distúrbio, comparando-as com um grupo controle formado por crianças sem gagueira.
Ela examinou o nível de ansiedade das crianças por meio da coleta de amostras de saliva de cada uma delas para a medição da concentração de uma substância chamada cortisol. O cortisol, também conhecido como hormônio do estresse, é uma substância liberada durante períodos de ansiedade elevada. Ele pode ser medido na saliva embebida em um fio dental adsorvente. Bianca também conduziu testes para medir o grau de temor das crianças diante de situações de comunicação e levantou dados com os pais, pedindo a eles para classificar os níveis de ansiedade de sua criança em diferentes situações.
Trabalhando em conjunto com o bioquímico Dr. John Lewis, Bianca não encontrou qualquer indício de níveis mais altos de ansiedade em crianças que gaguejam quando comparadas a crianças de fala normal.
"Não houve qualquer diferença significativa entre as crianças que gaguejam e aquelas que não gaguejam, seja quanto aos níveis de ansiedade, seja quanto ao grau de temor da criança diante de situações de comunicação, nem houve também qualquer relação entre a severidade da gagueira e a ansiedade", disse Bianca.
"Os resultados deste estudo sugerem que a ansiedade generalizada e o temor diante de situações de comunicação não estão associados com a gagueira infantil; portanto, é improvável que a ansiedade seja uma causa fundamental da gagueira", afirmou Bianca.
"Contudo, caso a gagueira infantil persista, as experiências negativas em situações de fala podem levar ao desenvolvimento do temor em se comunicar e, talvez, ansiedade generalizada. Desse modo, a intervenção precoce na gagueira pode ser crucial para prevenir este desenvolvimento".
O professor Mike Robb, do Departamento de Distúrbios da Comunicação, disse que a descoberta feita pelo estudo foi importante para ajudar a entender melhor esta condição que afeta cerca de 1% da população da Nova Zelândia e de todo o mundo.
"Há um longo histórico de pesquisas sobre gagueira e sua relação com a ansiedade, com alguns teóricos acreditando que a ansiedade seja a ‘causa’ da gagueira e outros defendendo que a ansiedade é um mero ‘resultado’ da gagueira. Em todos os casos, as pessoas acreditam que a ansiedade é um aspecto central na gagueira", comentou Prof. Robb.
"Neste caso, aceitar a invalidação de uma das hipóteses tem importantes implicações clínicas e teóricas relacionadas à etiologia da gagueira. Até onde sei, este estudo é o primeiro de seu gênero a examinar quantitativamente o papel da ansiedade em crianças que estão na fase de desenvolvimento deste importante distúrbio de comunicação".
"Bianca também demonstrou com seu estudo como a bioquímica pode ter um papel nas pesquisas relacionadas às desordens de comunicação", disse o Prof. Robb.
Link para o original: Study discredits anxiety as cause of childhood stuttering Data: 13 de fevereiro de 2008 Tradução: Hugo Silva. Revisão: Sandra Merlo.

Fonte: Instituto Brasileiro de Fluência - IBF
www.gagueira.org.br

sábado, 11 de outubro de 2008


Teste da Orelhinha é Lei em São Paulo

Mães descobrem tardiamente os problemas auditivos de seus filhos

Tarde demais.

Era assim que muitas mães descobriam que seus filhos tinham problemas auditivos. Mas essa realidade agora pode ser diferente. Desde janeiro de 2007 é Lei que todos os hospitais e maternidades do Estado de São Paulo realizem o chamado “teste da orelhinha”, exame que pode ser feito por fonoaudiólogos e tem por objetivo detectar problemas de audição o quanto antes.

A importância do teste é inegável: de acordo com o último censo realizado pelo IBGE, 5,7 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. E os números para os pequenos também são preocupantes. Três em cada mil crianças brasileiras apresentam perda de audição no nascimento.

A Lei Estadual assegura como direito o que muitos pais e mães não faziam nem idéia: é possível verificar se o recém-nascido tem a audição perfeita. A Lei ainda precisa ser regulamentada pelo Poder Executivo, mas, independentemente disso, ela já está em vigência e com força de Lei.

A Lei ainda é recente e pouco difundida. Mesmo assim, ela fará toda a diferença, já que a perda auditiva é um dos graves problemas que podem ser detectados ainda dentro da maternidade.

Simples e indolor, o teste da orelhinha deve ser feito enquanto o bebê dorme, para que o choro não interfira na análise. Um pequeno fone é inserido no ouvido da criança e emite sons de fraca intensidade, que permitem observar se a cóclea (estrutura do ouvido que identifica o som) registra o som.

É fundamental que o teste seja realizado logo na maternidade, já que existe o risco da criança chegar à idade escolar sem que a surdez tenha sido diagnosticada. Muitas vezes os pais acabam por não perceber alguns sintomas, principalmente em recém-nascidos, em que a falta de reações a alguns barulhos não é percebida.

Quanto antes algum problema for detectado, melhor será o desenvolvimento da linguagem e a integração social. A perda auditiva pode ocasionar problemas emocionais, de aprendizagem, além de distúrbios escolares, falta de atenção e concentração, inquietação e dificuldades de socialização.

A realização do teste deve ser acompanhada pelo diagnóstico, seleção de  prótese auditiva  e tratamento fonoaudiológico de qualidade.

A Lei nº 12.522, de 02 de janeiro de 2007, é de autoria do deputado Jonas Donizette.

Fonte: Puente – Agência de Comunicação

Conselho Regional de Fonoaudiologia - Segunda Região

RESPONDA ESTE TESTE


LEIA E RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO (SIM OU NÃO) PARA SABER SE VOCÊ E/OU SEU FILHO (A) É UM POSSÍVEL RESPIRADOR BUCAL:


  • Foi amamentado no seio por período muito curto?
  • Usou chupeta e/ou mamadeira acima de 24 meses?
  • Mastiga de boca aberta?
  • Ronca?
  • Baba quando dorme?
  • Tem/teve dificuldade de pronunciar sons ou palavras após os 4 anos?
  • Sua voz é rouca?
  • Tem crises freqüentes de garganta, ouvido ou nariz?
  • Tem os dentes mal posicionados?
  • Tem o palato (“céu da boca”) muito estreito ou profundo?
  • Está fora do peso? Tem queixo para trás, tem “papada”?
  • Tem tórax estreito ou “peito de pombo”?
  • Tem olheiras?
  • Tem problemas de coluna?
  • É muito agitado, desatento ou irritado?
  • Tem fôlego curto?
  • É sonolento?

Se você respondeu SIM a mais de 5 perguntas, procure um atendimento especializado com um profissional dedicado à respiração bucal.

São eles: Fonoaudiólogo, Cirurgião Dentista (Odontopediatra, Ortopedista Funcional dos Maxilares,Ortodontista),Médico(Pediatra,Alergologista,Pneumologista,Otorrinolaringologista, Neuropediatra), Fisioterapeuta, Nutricionistae Psicólogo.